Foto: Marcelo Oliveira
Mobilizações do Dia do Trabalhador se espalham pelo Brasil
Centrais sindicais organizam manifestações em diversas cidades, com destaque para o fim da escala 6x1 e a redução da jornada de trabalho.
Atualizado há 2 horas
Trabalhadoras e trabalhadores de todo o país se mobilizam para os atos do 1º de Maio nesta sexta-feira, com manifestações organizadas por centrais sindicais e movimentos sociais em diversas capitais e cidades. No Rio de Janeiro, a concentração principal ocorre na orla de Copacabana, na altura do Posto 5, a partir das 14h.
A mobilização tem como principal pauta o fim da escala 6x1 e a redução da jornada de trabalho sem diminuição de salários, além de reivindicações como o combate à precarização, a regulamentação do trabalho por aplicativos e o enfrentamento à violência contra as mulheres.
Os atos estão previstos em diferentes regiões do país. No Nordeste, haverá mobilizações em Aracaju, Maceió, Fortaleza, Recife, São Luís e Teresina. No Norte, Belém concentra a programação. No Centro-Oeste, Brasília e Goiânia recebem manifestações, além de Campo Grande, que teve ato antecipado. No Sudeste, além do Rio, há atividades em Belo Horizonte, Vitória e diversas cidades de São Paulo. No Sul, capitais e municípios do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina também integram a agenda.
As mobilizações ocorrem em meio à tramitação de propostas no Congresso Nacional sobre a redução da jornada de trabalho. Levantamento do Datafolha indica que 71% dos brasileiros apoiam o fim da escala 6x1, tema que tem ganhado centralidade nas reivindicações.
Enquanto trabalhadores vão às ruas por melhores condições, o 1º de Maio também expõe disputas políticas pelo espaço público. Em São Paulo, a Avenida Paulista será palco de uma manifestação organizada por grupos de extrema direita, que solicitaram autorização ainda em 2024 e tiveram preferência. O ato não tem foco em pautas trabalhistas e apresenta outras bandeiras políticas, com o lema: "Flávio presidente, Bolsonaro livre e supremo é o povo". Diante desse cenário, as centrais apostam em atos descentralizados em diferentes regiões da cidade e da Grande São Paulo, estratégia que também se repete em outros estados. Especialistas avaliam que a data segue como espaço de disputa política e de diferentes formas de mobilização, em meio a mudanças no movimento sindical e à tentativa de ampliar o diálogo com os trabalhadores.

Rayza Espírito Santo
Redatora, repórter de editorias diversas, social media e fotojornalista.
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