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Imagem da notícia Foto: Super Bowl

Show em espanhol exalta cultura latina e leva união ao maior palco dos EUA

Com Ricky Martin e Lady Gaga, cantor falou para 135 milhões de espectadores e transformou o intervalo da final da NFL em celebração da América Latina.

Atualizado há 44 dias

A cultura latino-americana ganhou o centro do maior evento esportivo dos Estados Unidos neste domingo (08/02). Bad Bunny foi a atração principal do show do intervalo do Super Bowl, realizado no Levi’s Stadium, em Santa Clara, na Califórnia, e apresentou um espetáculo inteiramente em espanhol, marcado por referências às suas origens porto-riquenhas e por uma mensagem de união entre os povos do continente.

Durante cerca de 13 minutos, o artista levou ao gramado um cenário inspirado no álbum “Debí Tirar Más Fotos”, vencedor do Grammy de Melhor Álbum em 2025. A apresentação começou com “Tití Me Preguntó”, em meio a uma encenação que reproduzia plantações e elementos típicos do Caribe. Em seguida, um casamento latino foi celebrado ao som de “Yo Perreo Sola”, enquanto barracas, referências à cultura popular e dançarinos compunham a ambientação.

Um dos momentos cenográficos mais comentados ocorreu quando o cantor subiu ao telhado de uma casa cenográfica, que “cedeu” como parte da coreografia. Na sequência, Lady Gaga fez participação surpresa e interpretou “Die With a Smile”, parceria com Bruno Mars, em versão com ritmo de salsa (a única canção em inglês da noite). Depois, Bad Bunny retomou o palco com “BAILE INoLVIDABLE” e “NUEVAYoL”.

Foto: Apple Music
Foto: Apple Music

Ricky Martin também participou do espetáculo, cantando “Lo que le pasó a HAWAii”. Ao longo da apresentação, ritmos como reggaeton e salsa embalaram o público, enquanto imagens de Porto Rico, como plantações de cana e banana e festas tradicionais, reforçavam a identidade cultural do show.

Na parte final, Bad Bunny exibiu uma bola de futebol americano com a frase “Juntos, somos América” e declarou “God bless America”, antes de citar nominalmente países do continente, incluindo o Brasil. No telão, a mensagem “A única coisa mais poderosa do que o ódio é o amor” sintetizou o tom do encerramento. Figurantes entraram em campo com bandeiras das nações americanas, enquanto o artista afirmava: “Seguimos aqui”.

Em um gesto simbólico, ele entregou a uma criança o troféu do Grammy recebido na semana anterior, em referência à própria trajetória. O encerramento ficou por conta de “DtMF”, um dos maiores sucessos do cantor.

A presença de Lady Gaga foi interpretada como parte da proposta de integração entre latino-americanos e norte-americanos. Fã declarada da cantora, Bad Bunny já afirmou que ouve o álbum “Chromatica” em momentos difíceis. Após o show, Gaga agradeceu publicamente o convite e classificou como uma honra participar da apresentação.

Rick Martin, Bad Bunny e Lady Gaga/Foto: Redes sociais
Rick Martin, Bad Bunny e Lady Gaga/Foto: Redes sociais

Esta foi a segunda vez que o porto-riquenho esteve no intervalo do Super Bowl (a primeira como atração principal). A performance alcançou cerca de 135 milhões de espectadores, tornando-se uma das mais assistidas da história do evento.

Após o espetáculo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (que vem implementando uma política anti-imigrantes bastante agressiva em seu governo), criticou a apresentação nas redes sociais. Na sequência, Bad Bunny apagou todas as publicações do próprio perfil no Instagram, deixando a conta vazia para seus mais de 51 milhões de seguidores.

Foto do Jornalista

Rayza Espírito Santo

Redatora, repórter de editorias diversas, social media e fotojornalista.

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