Foto/Agência Brasil
Operação Corta-Fogo 2026: Governo anuncia 4,6 mil brigadistas e monitoramento em tempo real
Ministério do Meio Ambiente antecipa ações de combate a incêndios com foco em prevenção e uso de tecnologia via satélite
Atualizado há 22 dias
O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) apresentou nesta quarta-feira (4 de março) a estratégia nacional de enfrentamento aos incêndios florestais para 2026. O plano foca na transição do período chuvoso para o seco, mobilizando uma força de trabalho de 4.660 brigadistas e uma infraestrutura tecnológica de ponta para proteger os biomas brasileiros.
A ministra Marina Silva reforçou que o objetivo é consolidar uma política de Estado perene. "É planejar, prevenir e combater. Sobretudo, que isso não sejam políticas que se instalam apenas no momento em que a crise está posta", declarou.
O Legado de 2025: Números que dão Esperança
O planejamento de 2026 herda o sucesso das medidas implementadas no ano passado, que alcançaram resultados históricos:
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Redução Nacional: Queda de 39% nos focos de calor em todo o Brasil.
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Amazônia: Redução de 75% nos incêndios.
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Pantanal: Queda impressionante de mais de 90%, fruto de uma força-tarefa intensiva.
Estrutura Operacional e Inteligência
Para este ano, o Ibama e o ICMBio atuarão de forma integrada através de uma Sala de Situação permanente e novas bases logísticas:
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Monitoramento: Uso de satélites para detecção de focos de calor em tempo real.
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Bases Logísticas: Funcionamento de três bases estratégicas e duas vilas operacionais para combate ampliado.
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Critério Científico: A declaração de emergência ambiental, publicada hoje no Diário Oficial, baseia-se em dados sobre déficit de chuvas e histórico de calor por mesorregião.
O Fator Humano: Conhecimento do Território
Um dos pilares do sucesso das brigadas brasileiras é a composição étnica e o conhecimento local:
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Representatividade: Pelo menos 50% das brigadas são compostas por indígenas e cerca de 10% por quilombolas.
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Vantagem Estratégica: Segundo Rodrigo Agostinho, presidente do Ibama, essas comunidades conhecem profundamente as trilhas e a dinâmica das florestas, sendo fundamentais para o deslocamento rápido em áreas de difícil acesso.

Marcus Pires
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