Menu

Imagem da notícia Foto/Agência Brasil

Crise no BRB: GDF quer usar 12 imóveis públicos para garantir aporte de R$ 2,6 bilhões

Projeto enviado à CLDF prevê uso de áreas nobres e do Centrad para salvar banco de restrições do Banco Central

Atualizado há 33 dias

O Governo do Distrito Federal (GDF) oficializou, na noite desta sexta-feira (20 de fevereiro), uma estratégia ousada para salvar a saúde financeira do Banco de Brasília (BRB). O projeto de lei enviado à Câmara Legislativa (CLDF) autoriza a utilização de 12 imóveis públicos — incluindo o polêmico Centrad e terrenos em áreas nobres — como garantia ou capital direto para levantar R$ 2,6 bilhões.

A medida é uma resposta direta à pressão do Banco Central, que ameaça impor sanções operacionais à instituição caso seu patrimônio líquido não seja recomposto até o fechamento do balanço de março.

 

    O "Pacote Imobiliário" de Garantia

Os imóveis listados pertencem a estatais como Terracap e Novacap e representam alguns dos ativos mais valiosos do DF:

  • Centrad (Taguatinga): O gigantesco Centro Administrativo que nunca foi plenamente utilizado.

  • Áreas Nobres: Terrenos no Lago Sul, Asa Norte e SIA.

  • Expansão: Áreas no Parque do Guará e no Setor Habitacional Tororó.

A estratégia prevê três frentes:

  1. Integralização: Transferir a posse dos imóveis para o banco (aumentando o patrimônio).

  2. Garantia: Usar os bens para obter empréstimos mais baratos, como junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

  3. Alienação: Venda direta das áreas para injetar dinheiro no caixa do BRB.

 

       O "Nó" Financeiro: Basileia e Capag

O BRB vive um dilema técnico. Vender carteiras de crédito ajuda no fluxo de caixa (liquidez), mas não resolve o Índice de Basileia — o indicador que mede se o banco tem capital próprio suficiente para os riscos que assume. Para "curar" esse índice, o banco precisa de um aumento real de patrimônio, não apenas de dinheiro trocado por ativos.

Dificuldades adicionais:

  • Nota C (Capag): O DF perdeu a nota de bom pagador do Tesouro Nacional. Isso significa que a União não serve mais como fiadora de empréstimos do GDF, obrigando o governo a usar seu próprio patrimônio como garantia.

  • Investigação Master: As perdas decorrentes da aquisição de carteiras do Banco Master continuam sob a lupa de órgãos reguladores, gerando desconfiança no mercado.

 

    Próximos Passos

O projeto deve tramitar em regime de urgência na CLDF nas próximas semanas. Se aprovado, o BRB ganha um fôlego extra para tentar evitar as restrições do Banco Central previstas para 31 de março, que poderiam paralisar a expansão de novos negócios da instituição.

Foto do Jornalista

Marcus Pires

Comentários (0)

Veja também

Mais

lidas
  1. 1
    Carro usado no sequestro de jovem em Itaipu é encontrado carbonizado em
  2. 2
    Corpo de idoso desaparecido em Maricá é encontrado na Estrada da Restinga
  3. 3
    Denúncia expõe trama política e familiar contra Paulo Melo
  4. 4
    Homem é preso após agredir idosa para roubar cerveja em Nova Iguaçu
  5. 5
    Homem é encontrado morto com marcas de tiros na restinga de Maricá
Mais do Gazeta