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Investigação em Niterói: Professor é afastado do Colégio Brigadeiro Castrioto após denúncias de assédio

Seeduc abre sindicância para apurar conduta de docente e possível omissão da direção; alunas relatam episódios desde 2025

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Foto/Reprodução

Atualizado há 237 dias

A Secretaria de Estado de Educação (Seeduc) determinou, nesta segunda-feira (16 de março), o afastamento imediato de um professor do Colégio Estadual Brigadeiro Castrioto, localizado em São Lourenço, Niterói. A decisão ocorre após estudantes formalizarem denúncias de assédio, relatando um histórico de condutas inapropriadas que, segundo algumas vítimas, ocorrem desde o ano passado.

 

    Detalhes das Denúncias

As alunas da unidade, que funciona em regime de tempo integral, descreveram uma rotina de constrangimentos que ultrapassava os limites da sala de aula:

  • Comportamento Inadequado: Relatos de "olhares invasivos", atitudes intimidadoras e comentários de duplo sentido durante as aulas e nos corredores.

  • Persistência do Problema: Segundo depoimentos colhidos pelo portal ENFOCO, os episódios não eram isolados, com registros datando de 2025.

  • Falta de Acolhimento: O ponto mais crítico da denúncia aponta para a direção da escola. As estudantes afirmam que, ao buscarem ajuda, foram descredibilizadas, ouvindo que estariam "exagerando" ou sendo "chatas".

 

    Ações da Seeduc

Em nota oficial, a Secretaria de Educação adotou medidas rigorosas para apurar a gravidade dos fatos:

  1. Afastamento Preventivo: O professor permanecerá fora de suas funções até a conclusão do processo administrativo.

  2. Sindicância Ampla: A investigação não foca apenas no docente, mas também na conduta da diretoria e outros funcionários, para verificar se houve omissão diante dos pedidos de socorro das alunas.

  3. Nota de Repúdio: A pasta reiterou que repudia qualquer forma de assédio e que busca garantir a integridade dos alunos na rede estadual.

 

    A Segurança no Ensino Integral

A denúncia ganha um peso extra pelo fato de a escola ser de ensino integral. As alunas ressaltam que passam a maior parte do dia na unidade, o que torna a confiança na instituição um pilar fundamental para a saúde mental e o desenvolvimento educacional. O sentimento de desamparo relatado pelas jovens acendeu um alerta para a necessidade de protocolos mais eficientes de proteção à criança e ao adolescente em Niterói.

Foto do Jornalista

Marcus Pires

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