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Polícia Federal faz nova ofensiva contra grupo suspeito de lavar dinheiro no Rio
Sexta fase da Operação Unha e Carne cumpre mandados em cinco municípios fluminenses e amplia apurações sobre a atuação de agentes públicos e empresas.
Atualizado há 1 horas
A Polícia Federal deflagrou a sexta fase da Operação Unha e Carne, para desarticular uma organização criminosa suspeita de utilizar uma rede de postos de combustíveis para lavar dinheiro, na manhã desta terça-feira (07/07), na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Segundo a corporação, o grupo teria movimentado mais de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos, conforme relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).
Ao todo, foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão nas cidades de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí, Resende e na capital fluminense. A Justiça também determinou o sequestro de bens e valores e a suspensão das atividades econômicas de empresas ligadas aos investigados.
Entre os alvos estão o ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella (União Brasil), o ex-secretário estadual de Polícia Civil Marcus Amim, além do ex-policial militar Juracy Alves Prudêncio, conhecido como Jura. Outros agentes públicos também são investigados por suposta participação no esquema.
De acordo com a PF, além do crime de organização criminosa, os investigados poderão responder por lavagem de dinheiro, contratação direta ilegal e outros delitos que venham a ser identificados durante as apurações. A operação integra a Força-Tarefa Missão Redentor II, coordenada pela Polícia Federal para combater organizações criminosas no estado do Rio de Janeiro, em conformidade com as diretrizes estabelecidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na ADPF 635 (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental, conhecida como "ADPF das Favelas", que é uma ação do STF que criou diretrizes para limitar e controlar as operações policiais no Estado do Rio de Janeiro, buscando reduzir suas letalidades e proteger direitos da população).
Deflagrada em dezembro de 2025, a Operação Unha e Carne investigava inicialmente o vazamento de informações sigilosas sobre ações contra o Comando Vermelho (CV). Com o avanço das investigações, as apurações passaram a alcançar suspeitas de conexões entre organizações criminosas, agentes públicos e fraudes em contratos públicos.
Na quinta fase da operação, realizada na semana passada, a PF prendeu o pastor Márcio Poncio e cumpriu mandados contra o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Rodrigo Bacellar, o contraventor Adilsinho e Marco Antônio Cabral, filho do ex-governador Sérgio Cabral. As investigações tiveram como base planilhas apreendidas com Adilsinho, que indicariam possíveis repasses de recursos a agentes políticos do estado.

Rayza Espírito Santo
Redatora, repórter de editorias diversas, social media e fotojornalista.
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