Foto/Elsson Campos
Seminário em Maricá coloca o protagonismo juvenil no centro das políticas públicas
"Direitos das Juventudes" buscou estreitar a ponte entre o poder público e os jovens para a construção coletiva de propostas inclusivas.
Atualizado ontem
O futuro de Maricá foi o tema central nesta segunda-feira (08/06), durante o seminário “Direitos das Juventudes em Maricá: Situação Atual e Desafios”. Realizado na sede do Programa Marielle Franco, no Centro, o evento reuniu diversas vozes da sociedade civil, pesquisadores e representantes do governo com um objetivo comum: transformar a escuta ativa em projetos concretos que atendam às necessidades reais da população jovem do município.
O encontro não apenas analisou os avanços das políticas públicas já existentes, mas também apontou caminhos para enfrentar os obstáculos que impedem o pleno exercício da cidadania, como o acesso qualificado à educação e a efetiva participação política.
Protagonismo como Ferramenta de Mudança Para o subsecretário de Juventude e Ensino de Maricá, Anthony Boucherie, o evento marca uma nova etapa na relação entre a prefeitura e a juventude. “O seminário cria um espaço importante de escuta, reflexão e construção coletiva. Precisamos de políticas públicas conectadas à realidade dos nossos jovens”, destacou.
A mesa de debates trouxe perspectivas complementares sobre a proteção dos direitos fundamentais:
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O Olhar Jurídico: O defensor público Rodrigo Azambuja enfatizou que garantir oportunidades é o primeiro passo para uma sociedade justa.
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A Voz do Movimento: Allanis Pedrosa, da Coordenação Nacional do Levante Popular da Juventude, defendeu que o reconhecimento das "pluralidades" — ou seja, entender que a juventude não é um bloco único, mas um grupo diverso — é o segredo para que os projetos funcionem na prática.
Desafios Futuros O evento destacou a necessidade de fortalecer mecanismos de participação social que não sejam temporários, mas permanentes. Entre as conclusões do debate, ficou claro que Maricá busca se consolidar como referência em espaços de "escuta qualificada", onde o jovem deixa de ser apenas beneficiário para se tornar um dos formuladores das estratégias da cidade.
Ao final das discussões, o clima era de engajamento. Para a pesquisadora Rosângela Cavallazzi, mediadora do encontro, o seminário cumpriu seu papel de "provocador" de novas ideias, reafirmando que o desenvolvimento de Maricá passa, obrigatoriamente, pelas mãos e pelas ideias de quem constrói o futuro da cidade hoje.

Marcus Pires
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