Foto/Agência Brasil
Justiça inicia julgamento da tragédia de Brumadinho após 7 anos
Audiências de instrução começam em fevereiro; 15 réus podem ir a júri popular
Atualizado há 60 dias
Neste domingo (25), a tragédia da barragem da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG), completa sete anos sem que nenhum responsável tenha sido punido criminalmente. O rompimento, ocorrido em 2019, causou a morte de 272 pessoas e é considerado um dos maiores crimes socioambientais da história do país.
O cenário de impunidade, no entanto, pode começar a mudar no próximo mês. A partir de 23 de fevereiro, a 2ª Vara Federal Criminal de Belo Horizonte inicia as audiências de instrução do caso. O processo, que deve se estender até maio de 2027, ouvirá vítimas, testemunhas e réus.
Responsabilização criminal
Ao todo, 15 pessoas foram denunciadas e podem responder por homicídio qualificado e crimes ambientais. Entre os réus estão:
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11 ex-integrantes da Vale: incluindo diretores, gerentes e engenheiros.
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4 funcionários da TÜV SÜD: empresa alemã responsável por atestar a estabilidade da estrutura que colapsou.
Ao final desta fase, a Justiça Federal decidirá se os acusados serão levados a júri popular. Especialistas apontam que o caso guarda semelhanças com os desastres de Mariana (MG) e Maceió (AL), onde a busca por lucro e falhas na fiscalização pública são apontadas como causas centrais.
Reparação e memória
A Vale informou, em nota, que executou 81% do Acordo Judicial de Reparação Integral até o final de 2025, focando em indenizações e recuperação socioambiental. Já a TÜV SÜD declarou solidariedade às vítimas, mas negou responsabilidade legal, afirmando que as declarações de estabilidade emitidas na época eram legítimas.
Para marcar os 2.557 dias da tragédia, a Associação dos Familiares de Vítimas (Avabrum) realiza um ato em memória dos mortos na manhã deste domingo, na entrada de Brumadinho. O evento reforça o clamor por justiça e o compromisso de não deixar o episódio cair no esquecimento.

Marcus Pires
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