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Imagem da notícia Foto: Reprodução

Polícia Civil faz operação contra lixões clandestinos ligados ao CV em Jardim Gramacho

Investigação aponta que traficantes cobravam taxa de caminhões para permitir despejo de resíduos em áreas de manguezal na Baía de Guanabara.

Atualizado há 13 dias

A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou nesta sexta-feira (13) uma operação contra um esquema de descarte clandestino de lixo em Jardim Gramacho, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. A investigação aponta a participação de uma organização criminosa ligada ao Comando Vermelho (CV) na exploração de lixões ilegais na região.

Até a última atualização, duas pessoas haviam sido presas em flagrante por crimes ambientais. A ação é conduzida pela Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA), que cumpre 86 mandados de busca e apreensão.

As ordens judiciais são executadas em endereços de Duque de Caxias, Magé, Belford Roxo, Mesquita, São João de Meriti, São Gonçalo, Paracambi, Seropédica, Resende e Paty do Alferes, no estado do Rio de Janeiro, além de São Lourenço, em Minas Gerais.

Segundo as investigações, traficantes cobravam cerca de R$ 25 de cada caminhão para permitir o descarte de resíduos em terrenos abertos, muitos deles localizados em áreas de manguezal (ecossistemas considerados fundamentais para o equilíbrio ambiental da Baía de Guanabara).

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Jardim Gramacho abrigou durante décadas o maior lixão a céu aberto da América Latina, encerrado em 2012 devido aos impactos ambientais. De acordo com a polícia, o grupo investigado teria favorecido a continuidade do despejo irregular mesmo após o fechamento do local.

A apuração reuniu levantamentos técnicos ambientais, monitoramento territorial, vigilância velada e análise comparativa de fotografias históricas. As diligências permitiram mapear a expansão das áreas usadas no esquema e identificar caminhões, motoristas e rotas utilizadas para o transporte dos resíduos.

Embora exista um Centro de Tratamento de Resíduos (CTR) na região, a investigação aponta que a organização criminosa recebia lixo em pontos não licenciados, inclusive resíduos domésticos. Além da área principal, outras três regiões próximas também teriam sido utilizadas para o despejo clandestino.

Foto do Jornalista

Rayza Espírito Santo

Redatora, repórter de editorias diversas, social media e fotojornalista.

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