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Imagem da notícia Foto: Reprodução

Bronzeamento artificial segue proibido e oferece risco de câncer

SES-RJ alerta que não existe bronzeamento seguro e reforça fiscalização contra oferta clandestina no estado do Rio.

Atualizado há 47 dias

A busca pela marquinha de biquíni no verão ainda leva mulheres a recorrerem ao bronzeamento artificial, prática proibida no Brasil desde 2009 por apresentar riscos graves à saúde. O bronzeado obtido em câmaras artificiais não representa saúde, mas uma reação da pele a danos causados pela radiação ultravioleta, associada ao câncer de pele.

A radiação emitida por esses equipamentos tem efeito carcinogênico comprovado e não possui qualquer benefício terapêutico que justifique a exposição. A proibição nacional entrou em vigor em 9 de novembro de 2009, por meio de resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), com apoio da Sociedade Brasileira de Dermatologia e do Instituto Nacional de Câncer (INCA).

Segundo a superintendente estadual de Vigilância Sanitária, Helen Keller, o bronzeado é uma resposta do organismo a uma agressão. “A pessoa pode até não perceber os efeitos agora, mas o dano ao DNA da pele acontece e pode se manifestar anos depois, na forma de câncer”, alerta.

Além do câncer de pele — incluindo o melanoma, tipo mais agressivo da doença — o bronzeamento artificial está associado ao envelhecimento precoce, manchas, rugas profundas, queimaduras, lesões oculares e redução da imunidade cutânea. Entre 2019 e 2025, o estado do Rio de Janeiro registrou mais de 15 mil novos casos de câncer de pele, segundo dados do INCA/DataSUS. Parte dos diagnósticos está relacionada à exposição intensa e repetida à radiação ultravioleta ao longo da vida.

A coordenadora de Vigilância e Fiscalização de Insumos, Medicamentos e Produtos da SES-RJ, Rosa Melo, explica que a prática costuma ser vista como atalho estético. “Dez minutos de exposição não são inofensivos”, afirma.

Durante o verão, principalmente às vésperas do Carnaval, cresce a oferta clandestina do serviço, divulgada nas redes sociais com nomes como “bronzeamento seguro” ou “terapia de luz”. A Vigilância Sanitária orienta que promessas de bronzeamento sem risco e atendimento apenas por indicação são sinais de alerta.

No estado do Rio, a fiscalização é feita pelas vigilâncias sanitárias municipais, com apoio técnico da Vigilância Sanitária estadual em ações integradas ou de maior abrangência. A população pode denunciar ofertas irregulares pela Ouvidoria da SES-RJ, pelo telefone 0800 025 5525 ou pelo site oficial do órgão, o https://www.saude.rj.gov.br/ouvidoria/participe .

Como alternativas seguras, a Secretaria indica o uso de autobronzeadores, bronzeamento a jato sem radiação ultravioleta, maquiagem corporal e, em caso de exposição solar, uso de protetor e horários adequados.

Fonte: Secretaria de Estado de Saúde – RJ
Foto do Jornalista

Rayza Espírito Santo

Redatora, repórter de editorias diversas, social media e fotojornalista.

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