Foto/Agência Brasil
Lula defende educação como pilar no combate à violência contra a mulher
Presidente assina investimentos em Mauá e pede inclusão de igualdade de gênero nos currículos escolares
Atualizado há 45 dias
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, nesta segunda-feira (9), que a educação é a ferramenta central para o combate à violência de gênero e para a emancipação financeira das mulheres. Durante evento em Mauá (SP), o presidente destacou que o conhecimento é o que impede a perpetuação de ciclos de abuso e garante autonomia.
"Uma mulher não pode morar com um homem por conta de um prato de comida ou de um aluguel", afirmou o presidente, que também conclamou os homens a aderirem ativamente ao pacto contra a violência, denunciando agressores.
Educação e Igualdade
Como medida prática, Lula solicitou ao ministro da Educação, Camilo Santana, a inclusão de temas voltados à cultura de igualdade de gênero em todos os níveis de ensino, da creche à universidade.
No mesmo evento, foi oficializado o investimento de R$ 44,8 milhões para a nova unidade do Instituto Federal de São Paulo (IFSP) em Mauá. A sede começará a operar ainda neste primeiro semestre, oferecendo inicialmente cursos de qualificação e, posteriormente, especializações em mecatrônica, informática e processos industriais, atendendo cerca de 1.400 alunos.
Reforço na Saúde do ABC Paulista
Além da educação, o governo anunciou um pacote de melhorias para a saúde na região:
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Policlínica: Atenderá Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra. O espaço contará com "sala lilás" para acolhimento de vítimas de violência, além de exames de tomografia e ultrassom.
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Samu: Entrega de 34 novas ambulâncias para Mauá e outras 30 para cidades vizinhas como Santo André e São Bernardo do Campo, totalizando R$ 10 milhões em investimento federal.
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Fila Zero: A Carreta da Saúde está em operação na cidade com o objetivo de zerar a fila de espera por consultas especializadas no prazo de um mês.
Política de Investimentos
Lula reforçou que a destinação de recursos via Novo PAC não deve considerar partidos políticos. "Quando exerço um cargo importante, não tenho o direito de ser mesquinho. O que importa é se a obra vai fazer bem para o povo", concluiu o presidente ao justificar as parcerias com prefeituras de diferentes espectros políticos

Marcus Pires
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