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Imagem da notícia Foto: Reprodução

Ministério Público prende policiais suspeitos de proteger esquema de jogo do bicho no Rio

GAECO denuncia 19 policiais por suspeita de integrar esquema que protegia pontos de exploração ilegal de jogos de azar na Zona Oeste do Rio.

Atualizado há 16 dias

Agentes do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) cumprem, nesta terça-feira (10/03), 20 mandados de prisão preventiva contra o bicheiro Rogério de Andrade e policiais suspeitos de integrar o núcleo de segurança dele. A operação é conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO).

Segundo a investigação, os agentes estariam ligados à proteção de pontos de exploração ilegal de jogos de azar na região de Bangu, na Zona Oeste do Rio. O esquema envolveria corrupção para garantir o funcionamento das atividades do grupo.

Ao todo, 19 policiais foram denunciados, sendo 18 militares e penais, da ativa e da reserva, além de um policial civil aposentado, que teria sido cooptado pela organização criminosa enquanto ainda estava no cargo. Até o momento, 15 mandados de prisão já foram cumpridos, incluindo o de Rogério de Andrade.

Uma das figuras mais conhecidas do jogo do bicho no Rio de Janeiro, o bicheiro já está preso desde 29/10/24. Ele foi detido em casa, na Barra da Tijuca, durante outra operação e está custodiado no Presídio Federal de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul. De acordo com o Ministério Público, mesmo preso, Andrade segue como figura central nas investigações sobre a estrutura criminosa ligada à exploração de jogos de azar no estado, e por isso teve um novo mandado expedido em seu nome.

Ainda segundo o MPRJ, os denunciados atuavam diretamente na segurança de locais usados para exploração de jogos de azar e utilizavam a condição de agentes públicos para proteger a estrutura da organização criminosa e evitar ações de fiscalização.

Os mandados foram expedidos pela 1ª Vara Especializada em Organização Criminosa da Capital e são cumpridos com apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência do MPRJ e das corregedororias da Polícia Militar, da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária e da Polícia Civil. As diligências ocorrem em endereços no Rio de Janeiro, Belford Roxo, Duque de Caxias, Mangaratiba, Nilópolis e São João de Meriti.

Em nota, a Polícia Militar informou que equipes da Corregedoria Geral participam da ação para cumprir mandados contra policiais militares da ativa e da reserva. A corporação afirmou ainda que os agentes serão submetidos a Processos Administrativos Disciplinares (PADs), que vão avaliar a permanência deles nos quadros da PM. Após as prisões, os policiais serão encaminhados para a Unidade Prisional da Polícia Militar, em Niterói, na Região Metropolitana.

O comando da corporação acrescentou que não compactua com desvios de conduta ou crimes praticados por seus integrantes e que pune com rigor os envolvidos quando as irregularidades são comprovadas.

Foto do Jornalista

Rayza Espírito Santo

Redatora, repórter de editorias diversas, social media e fotojornalista.

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