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Saúde e Proteção: SUS lança teleatendimento para mulheres vítimas de violência

Serviço começa este mês no Rio e Recife; expansão nacional deve ser concluída até junho

Atualizado há 21 dias

O Ministério da Saúde anunciou nesta semana o lançamento de um serviço de teleatendimento especializado para mulheres expostas à violência ou em vulnerabilidade psicossocial. A iniciativa, que começa a operar ainda em março como projeto-piloto no Rio de Janeiro e em Recife, faz parte de um plano de expansão acelerada para todo o território nacional.

Com a meta de realizar 4,7 milhões de atendimentos anuais, o programa une a capilaridade do SUS à agilidade da saúde digital para enfrentar o ciclo da violência doméstica.

 

    Cronograma de Expansão

O governo estabeleceu prazos curtos para que o serviço alcance todas as brasileiras:

  • Março: Início no Rio de Janeiro e Recife.

  • Maio: Chegada a todas as cidades com mais de 150 mil habitantes.

  • Junho: Cobertura total em todos os municípios do país.

 

    Como funcionará o acesso?

As mulheres poderão chegar ao serviço de duas formas principais:

  1. Encaminhamento: Via Unidades Básicas de Saúde (UBS), postos de Atenção Primária ou órgãos da rede de proteção (como delegacias da mulher e centros de referência).

  2. Acesso Direto: Através de um "mini app" dentro do aplicativo Meu SUS Digital, previsto para ser liberado no final deste mês. Nele, a usuária preencherá um cadastro de avaliação inicial e receberá o agendamento da consulta.

 

    Equipe Multidisciplinar e Acolhimento

Diferente de uma consulta comum, o foco aqui é a segurança e a reconstrução da autonomia. A equipe será composta por:

  • Psicólogos e Psiquiatras: Para suporte emocional e tratamento de traumas.

  • Assistentes Sociais: Para orientação sobre direitos e segurança.

  • Terapeutas Ocupacionais: Em casos específicos que demandem reintegração cotidiana.

Segundo o ministro Alexandre Padilha, o objetivo é atuar na prevenção, atendendo não apenas as vítimas diretas, mas também aquelas que sinalizam estar em ambientes de extrema vulnerabilidade antes que o pior aconteça.

Foto do Jornalista

Marcus Pires

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