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Canetas emagrecedoras manipuladas acendem alerta no RJ

SES-RJ destaca que produção em lote é proibida e pode comprometer segurança, eficácia e qualidade dos medicamentos.

Atualizado há 9 dias

A manipulação irregular de medicamentos conhecidos como “canetas emagrecedoras” tem gerado preocupação entre autoridades de saúde no Rio de Janeiro. O alerta é da Secretaria de Estado de Saúde (SES-RJ), que aponta riscos à população diante da oferta crescente de versões manipuladas desses produtos, muitas vezes fora das normas sanitárias.

Segundo a pasta, a produção em lote desses medicamentos é proibida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Pela legislação brasileira, medicamentos manipulados devem ser preparados de forma individualizada, a partir de prescrição médica específica para cada paciente.

A superintendente de Vigilância Sanitária da SES-RJ, Helen Keller, explica que a manipulação inadequada pode comprometer a segurança do tratamento: “Esses produtos exigem processos rigorosos de fabricação e controle sanitário. Sem isso, não há garantia de qualidade, eficácia ou segurança”.

A procura por alternativas mais baratas, impulsionada pela popularização desses medicamentos nas redes sociais e em clínicas estéticas, tem contribuído para o aumento da oferta irregular. Em muitos casos, os produtos são vendidos sem garantia de procedência ou rastreabilidade.

A coordenadora de Vigilância e Fiscalização de Insumos, Medicamentos e Produtos da SES-RJ, Rosa Melo, destaca que a produção em série descaracteriza a manipulação magistra:. “Quando há fabricação em lote para venda, isso passa a ser uma atividade industrial, permitida apenas a indústrias farmacêuticas registradas”.

Especialistas também chamam atenção para a complexidade desses medicamentos. O farmacêutico e inspetor sanitário Marcelo Frota ressalta que algumas substâncias têm origem biotecnológica e exigem processos industriais altamente controlados. Segundo ele, a tentativa de reprodução em farmácias de manipulação pode resultar em produtos sem eficácia ou com doses inadequadas.

Outro ponto de atenção é a esterilidade, especialmente em medicamentos injetáveis. Sem controle rigoroso, há risco de contaminação, podendo causar infecções e outras complicações: “A aplicação de um produto sem garantia de qualidade pode levar desde a ausência de efeito terapêutico até quadros graves”, alerta Frota.

A SES-RJ orienta que o uso desses medicamentos seja feito apenas com prescrição médica e acompanhamento profissional. A recomendação é adquirir produtos somente em estabelecimentos regularizados e evitar ofertas em redes sociais ou locais sem autorização sanitária.

A Vigilância Sanitária também pede que suspeitas de irregularidades sejam comunicadas aos canais oficiais, como forma de ampliar a fiscalização e proteger a saúde da população.

Foto do Jornalista

Rayza Espírito Santo

Redatora, repórter de editorias diversas, social media e fotojornalista.

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