Foto: Divulgação.
Operação contra “gatos” termina com prisão e corte de energia em comércios de Maricá
Fiscalização da Enel Distribuição Rio identificou ligações clandestinas em padaria e supermercado com apoio da Polícia Civil
Atualizado há 29 dias
Uma operação de combate ao furto de energia realizada pela Enel Distribuição Rio identificou e removeu ligações clandestinas — os chamados “gatos” — em dois estabelecimentos comerciais de Maricá, na Região Metropolitana do Rio. A ação ocorreu nesta terça-feira (25).
As irregularidades foram encontradas em uma padaria e em um supermercado da cidade. Segundo a concessionária, as ligações estavam conectadas diretamente à rede elétrica, sem medidores de energia, e utilizavam cabos de uso exclusivo da distribuidora.
A operação contou com o apoio da Polícia Civil e de peritos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE). As ocorrências foram registradas na 82ª DP (Maricá).
O responsável pela padaria foi preso em flagrante pelo crime de furto de energia e teve direito ao pagamento de fiança. Já o gerente do supermercado foi conduzido à delegacia para prestar depoimento e liberado em seguida.
Após a inspeção, as ligações irregulares foram desfeitas e o fornecimento de energia dos dois estabelecimentos foi suspenso.
Furto de energia é crime
O furto de energia é tipificado como crime, com pena prevista de um a quatro anos de reclusão. Em casos que envolvem cabos de energia, telefonia, dados ou sistemas de transporte ferroviário e metroviário, a pena pode chegar a até oito anos.
Além da responsabilização criminal, o responsável pode ser obrigado a ressarcir os valores correspondentes ao consumo não registrado durante o período da irregularidade.
Segundo a Enel, as ligações clandestinas comprometem a qualidade do serviço, provocam sobrecarga na rede elétrica, aumentam o risco de quedas de energia e representam perigo à segurança da população.
A distribuidora estima que, se não houvesse furto de energia, as tarifas poderiam ser reduzidas em cerca de 5% para todos os consumidores atendidos pela empresa.
O caso reforça o alerta sobre os riscos técnicos e as consequências legais desse tipo de prática.

Sara Celestino
Repórter-fotográfica, atuando na produção de conteúdo com objetivo de compartilhar a melhor informação para manter você bem-informado! E-mail. gazetarj@gmail.com
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