Foto/Agência Brasil
Continuidade Econômica: Lula confirma Dario Durigan como novo Ministro da Fazenda
Atual "número dois" da pasta substitui Fernando Haddad, que deixa o cargo para disputar as eleições de 2026; anúncio foi feito em evento em São Paulo
Atualizado há 7 dias
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou nesta quinta-feira (19 de março) que Dario Durigan assumirá o comando do Ministério da Fazenda. Ele substitui Fernando Haddad, que se despede da pasta após três anos para se dedicar à campanha eleitoral de 2026. O anúncio, feito de forma descontraída durante a 17ª Caravana Federativa em São Paulo, sinaliza uma transição de "continuidade pura" na política econômica do país.
Quem é Dario Durigan?
O novo ministro não é um estranho aos corredores de Brasília. Até então Secretário-Executivo da Fazenda, ele era o principal articulador de Haddad junto ao Congresso e ao setor privado.
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Perfil Híbrido: Advogado formado pela USP e mestre pela UnB, Durigan combina passagens pela AGU e Casa Civil com uma experiência robusta no setor de tecnologia, onde foi diretor de políticas públicas do WhatsApp (Meta) no Brasil.
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Histórico com Haddad: A parceria é antiga; Durigan foi assessor especial de Haddad na Prefeitura de São Paulo (2015-2016).
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Missão: Manter a agenda de responsabilidade fiscal, avançar na regulamentação da Reforma Tributária e gerir a crise dos combustíveis e juros que tomou conta do debate nesta semana.
O Legado de Haddad
Lula não poupou elogios ao ministro que sai, classificando-o como o "mais exitoso da história" por ter destravado a Reforma Tributária após quatro décadas de espera. Haddad, por sua vez, destacou que sua gestão focou na reconstrução do pacto federativo e na correção de distorções, como a tributação de rendas mais altas e a ampliação da isenção do IR.
Desafios Imediatos para o Novo Ministro
Durigan assume a Fazenda em um momento de "mar revolto" na economia:
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Guerra e Petróleo: Precisa gerir a proposta de zerar o ICMS do diesel importado (apresentada por ele mesmo ontem no Confaz) para conter a alta do barril, que chegou a US$ 119.
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Taxa Selic: Dialogar com o Banco Central após o corte "tímido" de 0,25 p.p. para 14,75%, que gerou críticas de sindicatos e da indústria.
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Equilíbrio Fiscal: Manter a confiança do mercado enquanto o governo busca aumentar investimentos públicos.

Marcus Pires
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