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Imagem da notícia Foto/Agência Brasil

CNJ recebe nova denúncia contra ministro Marco Buzzi por importunação sexual

Segunda acusação contra magistrado do STJ teria partido de uma ex-funcionária

Atualizado há 45 dias

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) confirmou nesta segunda-feira (9) o recebimento de uma segunda denúncia de importunação sexual contra o ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ). De acordo com informações de bastidores, a nova suposta vítima seria uma ex-funcionária de seu gabinete no STJ, que relatou fatos semelhantes aos da primeira acusação.

O corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell Marques, já ouviu o depoimento da mulher e abriu uma nova reclamação disciplinar. O processo corre em segredo de Justiça para preservar as partes envolvidas.

Histórico das Acusações

O ministro, de 68 anos, já estava sob investigação devido a uma denúncia apresentada na semana passada por uma jovem de 18 anos.

  • O episódio: A jovem, filha de amigos do ministro, afirma que ele tentou agarrá-la e apalpá-la durante um banho de mar em Balneário Camboriú (SC), em janeiro.

  • A reação: Após o incidente, a família registrou um Boletim de Ocorrência na Polícia Civil de São Paulo, que foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF) devido ao foro privilegiado do magistrado.

Situação no STJ e Saúde

Diante da gravidade dos fatos, o STJ instaurou uma comissão de sindicância interna, composta pelos ministros Raul Araújo, Francisco Falcão e Antônio Carlos Ferreira. A expectativa é que o tribunal conclua a investigação até o fim de março, podendo resultar na aposentadoria compulsória — a sanção máxima administrativa.

Atualmente, Marco Buzzi está afastado de suas funções por meio de uma licença médica. Ele foi internado em Brasília na última quinta-feira (5), logo após a primeira vítima prestar depoimento ao CNJ, apresentando um quadro de palpitações e dores no peito.

Defesa e Próximos Passos

Em nota oficial, a defesa do ministro nega veementemente as acusações, classificando-as como "insinuações e truques sórdidos". Os advogados afirmam que Buzzi nunca cometeu qualquer ato impróprio e que sua inocência será provada ao longo do devido processo legal.

No âmbito criminal, o caso é relatado no STF pelo ministro Kassio Nunes Marques. Caso seja condenado pelo crime de importunação sexual (Art. 215-A do Código Penal), o magistrado pode pegar de 1 a 5 anos de reclusão.

Foto do Jornalista

Marcus Pires

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