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Imagem da notícia Foto: Divulgação

Hospital Oncológico é inaugurado com 100 leitos em Nova Iguaçu

Primeira unidade exclusiva para câncer na rede estadual começa atendimentos no dia 19 e deve reduzir fila de 1.125 pacientes na Região Metropolitana I; a expectativa é de até 5 mil atendimentos por mês.

Atualizado há 43 dias

O governador Cláudio Castro e a secretária estadual de Saúde, Claudia Mello, inauguram nesta quarta-feira (11/02) o Instituto Estadual de Oncologia da Baixada Fluminense (Onco Baixada), em Nova Iguaçu. É a primeira unidade da rede estadual dedicada exclusivamente ao tratamento do câncer.

Com 101 leitos, sendo 81 de enfermaria, 10 de UTI e oito de emergência, além de duas salas de emergência com um leito cada, o hospital terá capacidade plena para realizar cinco mil consultas ambulatoriais, 300 cirurgias e 340 internações por mês. O investimento é de R$ 87,3 milhões em recursos estaduais.

Foto: Maurício Bazílio
Foto: Maurício Bazílio

Os atendimentos começam no próximo dia 19, após o carnaval. Inicialmente, a unidade receberá pacientes para primeira consulta em casos de câncer de mama, próstata, urologia em geral, pele, tireoide e coloproctologia. De imediato, entre 30 e 40 pacientes serão atendidos. As cirurgias devem começar em até dois meses.

A abertura ocorre em meio a uma demanda crescente. Segundo a Secretaria estadual de Saúde, cerca de 90 pessoas por dia recebem diagnóstico de câncer no estado. Em 2024, a fila por consultas, exames ou cirurgias na rede pública ultrapassou 427 mil pessoas. Atualmente, 1.125 pacientes da Região Metropolitana I (capital e Baixada) aguardam na fila do Sistema Estadual de Regulação (SER) para a primeira consulta em oncologia.

Moradora de Duque de Caxias, uma vendedora diagnosticada com câncer de mama no ano passado espera há seis meses por cirurgia. Para ela, a inauguração representa alívio: “A Baixada dependia da capital para tratamento. Agora vai dar uma desafogada”, afirma.

O aposentado Edson Zacarias da Silva, de 76 anos, também comemora a abertura da unidade. Morador de Nova Iguaçu, ele descobriu um câncer de próstata há quatro anos e, há dois, se desloca diariamente cerca de 40 quilômetros até o Instituto Nacional de Câncer (Inca), no Centro do Rio, para sessões de tratamento: “Passo sufoco, enfrento trem lotado, muitas vezes vou de pé”, relata.

Foto: Maurício Bazílio
Foto: Maurício Bazílio

Karina Silva, de 40 anos, moradora de Mesquita, também faz tratamento na capital, no Hospital do Andaraí, após receber diagnóstico de câncer de mama em outubro de 2025. Ela lembra o impacto da notícia e diz que o início imediato do acompanhamento foi decisivo.

O novo hospital terá quatro andares e 12 mil metros quadrados de área, que chegam a 16 mil metros quadrados somados ao Rio Imagem. Serão cerca de mil funcionários, incluindo 115 médicos terceirizados. A estrutura inclui 19 consultórios, 15 salas e quatro espaços de triagem para urgências, além de 24 posições para quimioterapia (com 21 poltronas e três leitos), ambulatório de radioterapia com quatro leitos de repouso, sala de exame e serviço de PET Scan com quatro boxes simultâneos.

De acordo com a secretária Claudia Mello, a unidade também poderá receber pacientes de outras regiões do estado, inclusive do interior.

Foto do Jornalista

Rayza Espírito Santo

Redatora, repórter de editorias diversas, social media e fotojornalista.

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