Menu

Imagem da notícia Anderson Ferreira e Larissa de Souza/Foto: Reprodução

Jovem é presa por suspeita de tentar envenenar namorado com açaí

Larissa de Souza Batista foi encontrada em Ribeirão Preto após ter prisão preventiva decretada; vítima sobreviveu ao envenenamento ocorrido em fevereiro.

Atualizado há 2 horas

A jovem Larissa de Souza Batista foi presa na manhã desta quarta-feira (15/04), acusada de arquitetar um plano para matar o namorado, Adenilson Ferreira Parente, com açaí envenenado, em fevereiro deste ano. Ela estava foragida desde segunda-feira (13/04), quando a Justiça aceitou a denúncia do Ministério Público e decretou sua prisão preventiva.

Larissa foi localizada em um hotel em Ribeirão Preto (SP), após investigações conduzidas por policiais da Delegacia de Investigações sobre Homicídios (Deic). Segundo a Polícia Civil, ela não resistiu à prisão e permaneceu em silêncio.

De acordo com o Ministério Público e a polícia, a jovem só não conseguiu consumar o crime por circunstâncias alheias à sua vontade. A denúncia aponta tentativa de homicídio qualificado por meio cruel, com uso de veneno e recurso que dificultou a defesa da vítima.

Laudos periciais confirmaram a presença de chumbinho no copo de açaí consumido por Adenilson no dia 5 de fevereiro. Ele chegou a ser hospitalizado após apresentar sintomas como queimação na garganta, tontura, sonolência e gosto semelhante a óleo, mas se recuperou.

Copo de açaí consumido por jovem que passou mal/Foto: Reprodução
Copo de açaí consumido por jovem que passou mal/Foto: Reprodução

Imagens de câmeras de segurança mostram o momento em que o casal chega em casa com dois copos de açaí. Segundo a investigação, ainda dentro do carro, Larissa teria colocado uma substância em um dos recipientes e descartado um saquinho plástico na rua. Em depoimento, ela afirmou ter adicionado apenas leite condensado.

As imagens também registram que, após entregar o açaí ao namorado, Adenilson deixou o copo no chão e saiu com o carro. Pouco depois, Larissa recolheu o recipiente e retornou para dentro da casa. Mais tarde, o casal voltou à loja para reclamar do produto, quando a vítima já apresentava sintomas.

Para a Justiça, a prisão preventiva foi necessária diante do risco de fuga, considerando que a acusada possui ligações familiares em outro estado e responde por um crime com pena que pode chegar a 30 anos de prisão. Também foram apontados indícios de tentativa de ocultação de provas, após a suspeita ter resetado o celular dias depois do ocorrido.

A advogada de defesa, Jéssica Nozé, afirmou que não havia necessidade da prisão e destacou que Larissa colaborou com as investigações. Segundo ela, a cliente se apresentou espontaneamente à delegacia antes mesmo de ser intimada e nega envolvimento no caso.

O promotor Eliseu Berardo Gonçalves atribuiu a responsabilidade exclusivamente à acusada: “Total responsabilidade da Larissa e mais uma vez, dizendo, isentando por completo a responsabilidade de qualquer funcionário da loja, foi a Larissa que premeditou, foi a Larissa que colocou o chumbinho, foi a Larissa que tentou matar o Adenilson”.

Foto do Jornalista

Rayza Espírito Santo

Redatora, repórter de editorias diversas, social media e fotojornalista.

Comentários (0)

Veja também

Mais

lidas
  1. 1
    Acidente com moto elétrica deixa jovem em estado grave em Saquarema
  2. 2
    Polo Qualifica abre vagas para capacitação profissional gratuita
  3. 3
    Quaquá convida ex-ministro para atuar em projetos de Maricá
  4. 4
    Suspeitos de tráfico de drogas são detidos após tentativa de fuga em Inoã
  5. 5
    Maricá FC bate Nova Iguaçu fora de casa e lidera grupo na Série D
Mais do Gazeta