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Imagem da notícia Foto: Clarildo Menezes

Terapia com cães passa a integrar atendimento de reabilitação em Maricá

Projeto prevê ciclos semanais com equipe multiprofissional e apoio do Batalhão de Ações com Cães.

Atualizado há 22 dias

A Secretaria da Pessoa com Deficiência e Inclusão de Maricá realizou a aula inaugural do serviço de cinoterapia nesta terça-feira (03/03), no Serviço de Atendimento de Reabilitação Especial (SAREM) II, no bairro de Ponta Grossa. A atividade utiliza cães treinados como facilitadores para contribuir com o bem-estar físico, emocional e social das crianças atendidas na unidade.

A iniciativa é desenvolvida em parceria com a Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, por meio do Batalhão de Ações com Cães (BAC), e amplia as políticas públicas voltadas à inclusão e ao cuidado de crianças neuroatípicas no município.

A cinoterapia, também chamada de Terapia Facilitada por Cães (TFC), é uma técnica terapêutica que emprega cães treinados para auxiliar no tratamento e na reabilitação de pacientes. Utilizada em hospitais, APAEs, instituições de longa permanência para idosos e centros de atendimento especializado, a prática é aplicada em casos como transtorno do espectro autista (TEA), depressão, câncer e reabilitação física.

Estudos apontam que a interação com os animais contribui para a redução do cortisol, hormônio associado ao estresse, e para o aumento da ocitocina, relacionada à sensação de prazer e vínculo. O contato com os cães tende a promover relaxamento, conforto e maior disposição para a realização das atividades terapêuticas.

Entre os benefícios emocionais e sociais estão o estímulo à fala, a melhora da comunicação, o fortalecimento da autoestima e o aumento da motivação. Do ponto de vista físico, a prática auxilia na reabilitação motora, na coordenação e pode contribuir para a regulação da pressão arterial e da frequência cardíaca.

Foto: Clarildo Menezes
Foto: Clarildo Menezes

Os cães utilizados passam por treinamento específico, processo de socialização e acompanhamento veterinário, além de apresentarem temperamento equilibrado, condição essencial para o trabalho terapêutico.

Durante a cerimônia de lançamento, a secretária da Pessoa com Deficiência e Inclusão, Tatiana Castor, afirmou que a implantação do serviço estava entre as metas da gestão e destacou a parceria com o BAC como fundamental para viabilizar a ação no município.

O comandante do Batalhão de Ações com Cães, tenente-coronel Luciano Pedro Barbosa, informou que o serviço já é realizado em outras regiões do estado e ressaltou que a proposta é contribuir para qualificar ainda mais o atendimento oferecido às crianças.

O atendimento será realizado com a participação de profissionais de saúde, condutores e cães treinados pelo batalhão. Cada criança participará de ciclos de oito encontros semanais, com duração média de 30 minutos.

Responsável técnica pela ação, a tenente veterinária Vivian Gomes explicou que a presença do cão motiva a criança a executar atividades que, muitas vezes, não realiza em casa. Segundo ela, o trabalho envolve socialização, coordenação e superação de medos, de forma lúdica e personalizada.

A prática tem raízes históricas e foi introduzida no Brasil pela psiquiatra Nise da Silveira, na década de 1950, como parte do tratamento de pacientes com esquizofrenia, marco que contribuiu para a consolidação das terapias assistidas por animais no país.

Mãe de Anthony Gabriel, de seis anos, a dona de casa Thais Alves afirmou que a experiência é nova para o filho e demonstrou expectativa positiva quanto aos resultados do atendimento.

Foto do Jornalista

Rayza Espírito Santo

Redatora, repórter de editorias diversas, social media e fotojornalista.

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