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Quinta-feira de Ouro no Mercado: Dólar recua para R$ 5,10 e Bolsa atinge patamar histórico de 192 mil pontos
Tensão no Oriente Médio dá lugar à euforia financeira após anúncio de cessar-fogo entre EUA e Irã; Ibovespa renova recorde pelo 7º dia consecutivo e petróleo despenca 13% com alívio na oferta global
Atualizado ontem
A quarta-feira (08 de abril) entrou para a história do mercado financeiro brasileiro. O anúncio de uma trégua temporária no conflito entre Estados Unidos e Irã removeu o "prêmio de risco" dos ativos globais, provocando uma debandada do dólar e uma corrida recorde para as ações na B3.
Câmbio e Bolsa: O "Rali" do Alívio
A melhora no apetite ao risco impulsionou o Real e as ações domésticas em níveis inéditos:
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Dólar: Fechou a R$ 5,103 (queda de 1,01%). No ano, a moeda americana já desvalorizou 7,02% frente ao real, patamar não visto desde maio de 2024.
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Ibovespa: Subiu 2,09%, cravando 192.201 pontos. Foi a sétima alta seguida, com destaque para bancos e varejo, que se beneficiam de uma economia mais estável.
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Volatilidade: Apesar da euforia, o mercado sentiu o peso das incertezas iranianas à tarde, o que impediu o dólar de fechar abaixo dos R$ 5,10.
O Reverso da Moeda: Petróleo em Queda Livre
Se para as bolsas o dia foi de festa, para as petroleiras o cenário foi de correção severa:
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Brent: Despencou mais de 13%, voltando para a casa dos US$ 94.
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WTI: Recuou mais de 16%, também operando abaixo de US$ 100.
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Motivo: A perspectiva de reabertura do Estreito de Ormuz garante que o fluxo de energia global não será interrompido, estabilizando a oferta e derrubando os preços que estavam inflacionados pela guerra.

Marcus Pires
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