Foto: Elsson Campos
3º Festival de Cinema e Política reúne cineastas e debates em Maricá
Abertura no Cine Henfil teve debate, apresentação musical, exibição de “Terra em Transe” e entrega da Medalha Darcy Ribeiro aos filhos do cineasta Glauber Rocha; programação segue até domingo (21).
Atualizado há 2 horas
Aa terceira edição do Festival de Cinema e Política de Maricá começou na terça-feira (16/06), no Cine Henfil, no Centro. Promovido pela Secretaria de Cultura e das Utopias, o evento foi aberto com uma homenagem ao cineasta Glauber Rocha, um dos principais nomes da história do cinema brasileiro, e segue até domingo (21/06) com exibições de filmes, mesas de debate e apresentações culturais.
A programação de estreia contou com a exibição do clássico Terra em Transe, além de um debate com o cineasta Luiz Carlos Lacerda e os irmãos Ava Rocha e Pedro Paulo Rocha, filhos de Glauber. Os convidados discutiram o legado do diretor, a produção audiovisual contemporânea e os desafios do cinema nacional.
“Discutir cinema e política é também revisitar experiências e processos que ajudam a compreender o país que somos hoje. Preservar a memória coletiva é essencial para fortalecer a democracia e projetar novos caminhos para o futuro”, afirmou o secretário de Cultura e das Utopias, Sady Bianchin.
Durante a cerimônia, Ava Rocha e Pedro Paulo Rocha receberam a Medalha Darcy Ribeiro, honraria concedida pelo município a personalidades que contribuem para o fortalecimento da cultura, da democracia e da participação popular.
Ao comentar a influência do pai sobre novas gerações de realizadores, Pedro Paulo Rocha destacou a atualidade do pensamento do cineasta: “Atualmente, a câmera está na mão de todos, pelos celulares, mas as ideias muitas vezes se perdem. Por isso, ainda vejo Glauber como um poeta provocador, capaz de inspirar reflexões sobre o Brasil e sua cultura”.
Ava Rocha, que realizou uma apresentação musical em tributo à obra do pai, ressaltou a dimensão artística e afetiva do legado deixado pelo diretor: “Ser filha de Glauber é carregar uma herança paterna e cultural que permanece viva e continua dialogando com diferentes gerações”.
Ao longo dos próximos dias, o festival receberá nomes como Emílio Domingos, Adélia Sampaio, Lúcia Murat, Carla Camurati, Ruy Guerra e Neville D’Almeida, em debates sobre cinema, política, identidade nacional e linguagem cinematográfica.
Programação
Quinta-feira (18/06)
16h – Masterclass com Emílio Domingos
17h – Mesa “Cinema e a Negação do Brasil”, com Adélia Sampaio e Emílio Domingos
19h – Curta O Olhar dos Anos 60, de Adélia Sampaio
19h10 – Filme A Negação do Brasil
Sexta-feira (19/06)
15h – Debate “Film Commission e as Perspectivas de Desenvolvimento Local”, com André Diniz e Ana Abreu
17h – Mesa “Cinema, Futebol e Política”, com Nando Antunes, Afonsinho e Anna Azevedo
19h – Curta Maricá: Geral, de Anna Azevedo
19h15 – Filme Linhas Tortas: Nando, o Primeiro Jogador Anistiado
22h – Transmissão do jogo do Brasil
Sábado (20/06)
16h – Masterclass com Lúcia Murat
17h – Mesa “Mulheres na Linguagem Cinematográfica”, com Lúcia Murat e Carla Camurati
19h – Curta Maricá: O Céu por Testemunha: Pepe Maneiro – O Legado, de Laura Macena Linhares
19h10 – Filme Raízes do Sagrado Feminino
Domingo (21/06)
16h – Curta Hasta Siempre, Pepe Mujica, de Thiago Prado
17h – Mesa “A Arte Contra a Barbárie”, com Thiago Prado, Ruy Guerra e Neville D’Almeida
19h – Filme Jardim de Guerra e Curta Maricá: Quilombohá: O Grito que Atravessa o Tempo, de Diogo Drosa e Ricardo de Souza.

Rayza Espírito Santo
Redatora, repórter de editorias diversas, social media e fotojornalista.
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