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Ibama orienta comerciantes sobre uso de animais em artesanato

Iniciativa ocorreu às vésperas da COP-15, buscando reduzir o comércio ilegal de produtos derivados de animais silvestres.

Atualizado ontem

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) realizou uma ação de educação ambiental voltada a comerciantes e artesãos na última sexta-feira (20/03), em Campo Grande (MS). A iniciativa teve como foco orientar sobre a ilegalidade da comercialização de produtos que utilizam partes de animais silvestres.

A equipe visitou pontos de venda de artesanato e hotéis da capital, alertando sobre os riscos e as implicações legais da prática. A ação ocorreu às vésperas da COP-15, conferência internacional sobre espécies migratórias que acontece na cidade entre os dias 23/03 e 29/03, período em que há aumento da circulação de turistas.

Considerado um dos maiores crimes ambientais do mundo, o tráfico de fauna fica atrás apenas do tráfico de drogas e de armas. A atividade afeta diretamente a biodiversidade, comprometendo ecossistemas, cadeias alimentares e processos evolutivos. Durante o transporte ilegal, apenas cerca de 10% dos animais sobrevivem.

No Mato Grosso do Sul, o enfrentamento desse tipo de crime ainda é um desafio. Operações de fiscalização frequentemente resultam na apreensão de aves, répteis e mamíferos comercializados ilegalmente. O uso de partes de animais em acessórios e peças artesanais também permanece recorrente, muitas vezes por falta de informação.

A legislação brasileira proíbe a venda, exposição, transporte ou utilização de animais silvestres e de produtos derivados sem autorização, conforme o artigo 29 da Lei de Crimes Ambientais. A exceção é restrita a povos indígenas, quando relacionada a práticas tradicionais, sem fins comerciais.

Segundo o Ibama, tanto o desconhecimento quanto a má-fé contribuem para a manutenção da cadeia ilegal. Por isso, a educação ambiental é apontada como ferramenta central para prevenir infrações e reduzir a demanda, além de incentivar alternativas sustentáveis na produção artesanal.

Representantes do setor comercial avaliaram positivamente a ação. O vice-presidente da Associação dos Comerciantes do Mercado Municipal, Ronald Kanashiro, afirmou que a orientação contribui para a atividade econômica local. Já a Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul destacou que a iniciativa ajudou a esclarecer pontos da legislação ainda desconhecidos entre artesãos.

De acordo com o órgão, a estratégia combina ações educativas com o reforço da fiscalização. A expectativa é que a realização da COP-15 amplie o debate sobre conservação e deixe como legado o aumento da conscientização e a adoção de práticas sustentáveis no comércio local.

Foto do Jornalista

Rayza Espírito Santo

Redatora, repórter de editorias diversas, social media e fotojornalista.

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