Alexandre de Moraes autorizou os pedidos/Foto: Gustavo Moreno
PF cumpre mandados contra servidores por suspeita de vazamento de dados da Receita Federal
Investigação apura possível quebra ilegal de sigilo de ministros do STF; medidas incluem tornozeleira eletrônica e afastamento de funções.
Atualizado há 37 dias
A Polícia Federal cumpriu quatro mandados de busca e apreensão contra servidores públicos investigados por possíveis vazamentos de dados da Receita Federal envolvendo autoridades nesta terça-feira (17/02). A ação ocorreu nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia, nas cidades de São José do Rio Preto, Guarujá e Salvador.
Os mandados foram expedidos a partir de representação da Procuradoria-Geral da República (PGR) e autorizados pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo a investigação, há suspeita de quebra ilegal de sigilo fiscal de ministros da Corte e de parentes deles, sem autorização judicial.
Entre os alvos estão três servidores da Receita Federal e um do Serpro. Em São José do Rio Preto, a busca foi realizada na residência de um auditor fiscal. Prédios da Receita não foram alvo da operação e não houve mandados de prisão. Celulares foram apreendidos durante a ação.
Além das buscas, o STF determinou medidas cautelares, como monitoramento por tornozeleira eletrônica, afastamento do exercício da função pública, cancelamento de passaportes e proibição de saída do país. O blog de Otávio Guedes informou ainda que houve quebra de sigilo bancário dos investigados.
De acordo com interlocutores da PF, o relatório produzido a partir do material apreendido e dos depoimentos colhidos será encaminhado ao STF.
Em nota, a Receita Federal informou que, antes da operação, já havia aberto auditoria interna para apurar suspeitas de acesso indevido a dados. Segundo o órgão, em 12/01/26 o STF solicitou auditoria nos sistemas da instituição para identificar possíveis desvios no acesso a informações de ministros, parentes e outros contribuintes nos últimos três anos.
A Receita afirmou que não tolera desvios relacionados ao sigilo fiscal e destacou que, desde 2023, ampliou os controles de acesso a dados e concluiu sete processos disciplinares, que resultaram em três demissões. O órgão também informou que os sistemas são rastreáveis e que eventuais irregularidades são detectáveis, auditáveis e passíveis de punição, inclusive na esfera criminal.

Rayza Espírito Santo
Redatora, repórter de editorias diversas, social media e fotojornalista.
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