Foto: Fernando Frazão
Polícia investiga mais dois casos de estupro coletivo ligados a grupo de Copacabana
Grupo é suspeito de agir com mesmo modus operandi.
Atualizado há 22 dias
A Polícia Civil do Rio de Janeiro confirmou que investiga mais dois casos de estupro coletivo contra adolescentes do Colégio Federal Pedro II, atribuídos a integrantes do mesmo grupo suspeito de violentar uma estudante de 17 anos, em janeiro deste ano, em Copacabana.
Uma das novas denúncias envolve uma jovem que tinha 14 anos na época dos fatos, em 2023, e atualmente tem 17. Em depoimento prestado na segunda-feira (02/03) à 12ª DP (Copacabana), responsável pelas investigações, ela afirmou que os acusados sugeriram ter gravado imagens da violência para chantageá-la e impedir a denúncia.
Segundo relato da mãe da vítima, a adolescente conhecia um dos envolvidos (o único menor de idade do grupo) da escola Pedro II. O crime teria ocorrido no apartamento de Matheus Veríssimo Zoel Martins, que se entregou à Polícia Civil nesta terça-feira (03/03), após permanecer foragido por participação no primeiro caso.
De acordo com o delegado Antônio Lages, o modo de atuação chamou a atenção dos investigadores: “O adolescente tinha a confiança da vítima, a atraiu para um apartamento e, lá, estavam ele, o Matheus e uma terceira pessoa”, afirmou. A polícia deve solicitar perícia telemática para tentar recuperar dados dos celulares dos investigados.
Um terceiro caso veio à tona também nesta terça-feira. À 12ª DP, a mãe da vítima relatou que Vitor Hugo Oliveira Simonin teria estuprado sua filha durante uma festa junina realizada em um salão, em outubro de 2025. O delegado informou que ainda não é possível confirmar se o episódio envolveu todo o grupo ou apenas um dos suspeitos.
No primeiro caso, a adolescente deixou o apartamento abalada e contou o ocorrido à família, que procurou a polícia. O exame de corpo de delito apontou lesões compatíveis com o relato, o que, segundo Lages, evidenciou a gravidade da ocorrência. A corporação chegou a tentar a prisão em flagrante, mas não localizou os suspeitos naquele dia.
Até o momento, dois investigados se entregaram. João Gabriel Xavier Bertho, reconhecido pela primeira vítima, apresentou-se à polícia e optou por não prestar depoimento. Por meio do advogado, Rafael de Piro negou as acusações. Já Vitor Hugo Oliveira Simonin e Bruno Felipe dos Santos Allegretti são considerados foragidos. A polícia informou que negocia a apresentação deles.
Simonin é filho do subsecretário de Governança da Secretaria de Desenvolvimento e Direitos Humanos, José Carlos Simonin. O governo do Estado anunciou que o subsecretário será exonerado.
O adolescente apontado como responsável por atrair a primeira vítima ainda não tem mandado de apreensão expedido.
O delegado Antônio Lages voltou a pedir que possíveis vítimas procurem a polícia para registrar denúncia: “O que deve ficar claro é que não é não. A vítima deixou claro, em vários momentos, que não se relacionaria com mais ninguém”.
Segundo a Polícia Civil, os investigados podem se apresentar em qualquer delegacia do estado.

Rayza Espírito Santo
Redatora, repórter de editorias diversas, social media e fotojornalista.
Veja também
Mais
lidas- 1
Carro usado no sequestro de jovem em Itaipu é encontrado carbonizado em

- 2
Corpo de idoso desaparecido em Maricá é encontrado na Estrada da Restinga

- 3
Denúncia expõe trama política e familiar contra Paulo Melo

- 4
Homem é preso após agredir idosa para roubar cerveja em Nova Iguaçu

- 5
Homem é encontrado morto com marcas de tiros na restinga de Maricá

Comentários (0)