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Imagem da notícia Foto: Divulgação

Surto de vírus Nipah na Índia acende alerta global

Sem vacina ou tratamento específico, vírus pode evoluir para quadros graves, principalmente em crianças.

Atualizado há 49 dias

O recente surto do vírus Nipah na Índia colocou autoridades de saúde em alerta. Apesar da alta taxa de letalidade, o vírus não é considerado um risco iminente de pandemia já que apresenta transmissão limitada entre humanos. Ainda assim, a Organização Mundial da Saúde (OMS) o classifica como prioritário por não haver vacina ou tratamento específico disponível.

De acordo com o infectologista pediátrico Victor Horácio, do Hospital Pequeno Príncipe, crianças, idosos, gestantes e imunodeprimidos estão entre os grupos com maior risco de desenvolver formas graves da doença: “As manifestações mais severas atingem os pulmões, causando insuficiência respiratória, e o sistema nervoso central, gerando encefalite”. Segundo ele, entre 40% e 70% dos pacientes que evoluem para esses quadros podem morrer.

Identificado pela primeira vez em 1999, durante um surto entre criadores de porcos na Malásia, o vírus Nipah pertence à família Paramyxoviridae e é zoonótico, ou seja, transmitido por animais, principalmente morcegos e porcos. A infecção ocorre por meio do contato direto com animais contaminados ou com alimentos expostos a saliva, sangue, urina ou fezes.

A transmissão entre pessoas é considerada rara. “Os casos relatados envolvem principalmente profissionais de saúde que prestaram atendimento a pacientes infectados”, afirma o especialista. O Ministério da Saúde informa que o vírus não apresenta risco para o Brasil e tem baixo potencial de provocar uma nova pandemia.

O período de incubação varia de 4 a 14 dias entre crianças. Os primeiros sintomas se assemelham aos de outras viroses, como febre, dor de cabeça, dores musculares e mal-estar. O sinal de alerta surge quando há alteração no nível de consciência, com tontura, confusão mental ou convulsões (sintomas associados à encefalite, uma das complicações mais graves da doença).

Não há cura específica para o vírus Nipah. O tratamento é baseado no controle dos sintomas e no suporte respiratório em casos de insuficiência pulmonar. Embora a infecção não seja fatal em todos os casos, o diagnóstico precoce e o manejo adequado das complicações são determinantes para reduzir o risco de morte. Em situações mais graves, especialmente quando há comprometimento pulmonar ou neurológico, a criança pode apresentar sequelas e precisar de acompanhamento médico prolongado.

A prevenção é a principal forma de proteção. As medidas recomendadas incluem:

- lavar as mãos com água e sabão e utilizar álcool em gel;
- evitar contato com pessoas infectadas;
- higienizar frutas e alimentos;
- não consumir carne de porco malcozida;
- evitar contato com morcegos e porcos.

Foto do Jornalista

Rayza Espírito Santo

Redatora, repórter de editorias diversas, social media e fotojornalista.

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