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Casos de sífilis crescem e acendem alerta no Brasil
Especialistas apontam aumento de diagnósticos, falhas na prevenção e risco maior para gestantes e bebês.
Atualizado há 26 dias
O crescimento dos casos de sífilis em diferentes regiões do país tem mobilizado autoridades de saúde e especialistas. Dados do Ministério da Saúde divulgados até 2025 mostram que a sífilis adquirida segue em trajetória de alta, enquanto os registros em gestantes e de sífilis congênita permanecem em níveis elevados.
A infecção, causada pela bactéria Treponema pallidum, é transmitida principalmente por relações sexuais sem preservativo e também pode passar de mãe para bebê durante a gestação ou no parto. Sem tratamento, a doença evolui em fases e pode atingir órgãos como coração e cérebro, com risco de complicações graves.
Na fase inicial, a sífilis costuma provocar uma ferida única e indolor, o que dificulta a identificação precoce. Em seguida, podem surgir manchas pelo corpo, febre baixa e mal-estar. Depois, a doença pode permanecer sem sintomas por anos, mantendo a possibilidade de transmissão. Em estágios avançados, pode causar danos neurológicos, cardíacos e até levar à morte.
A sífilis congênita é um dos principais pontos de preocupação. Quando a gestante não realiza tratamento adequado, o bebê pode nascer com complicações como baixo peso, malformações e problemas respiratórios. O diagnóstico precoce no pré-natal e o uso de penicilina evitam a maioria desses casos.
Entre os fatores associados ao aumento de diagnósticos estão a redução do uso de preservativos, especialmente entre jovens, e dificuldades no acesso à testagem. Profissionais de saúde também citam falhas no acompanhamento pré-natal, ausência de tratamento de parceiros e episódios de falta de medicamentos como entraves ao controle da doença.
O estigma em torno das infecções sexualmente transmissíveis ainda dificulta a busca por atendimento e a comunicação entre parceiros, o que contribui para a continuidade da transmissão.
O diagnóstico é feito por exames de sangue, disponíveis na rede pública, com resultados rápidos. O tratamento utiliza penicilina benzatina e apresenta alta eficácia quando seguido corretamente. Após o diagnóstico, a orientação inclui testagem e tratamento de parceiros, além de acompanhamento clínico.
A prevenção passa pelo uso regular de preservativos, testagem periódica e início precoce do pré-natal. Especialistas também destacam a importância da informação para reduzir o estigma e ampliar o acesso aos serviços de saúde.

Rayza Espírito Santo
Redatora, repórter de editorias diversas, social media e fotojornalista.
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