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Irã defende proposta de paz e amplia impasse com EUA
Estreito de Ormuz e programa nuclear seguem no centro do conflito.
Atualizado há 1 horas
O governo do Irã defendeu nesta segunda-feira (11/05) sua proposta para encerrar a guerra no Oriente Médio, mas as negociações voltaram a entrar em impasse após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificar as exigências iranianas como “totalmente inaceitáveis”.
A contraproposta apresentada por Teerã responde ao último texto enviado por Washington e inclui demandas ligadas ao fim da guerra, à suspensão de sanções econômicas e ao programa nuclear iraniano.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, afirmou que as condições apresentadas são “legítimas e generosas”. Segundo ele, o país exige o fim do conflito, a retirada do bloqueio econômico e naval e a liberação de ativos iranianos congelados devido às sanções norte-americanas.
Entre os pontos defendidos pelo Irã estão garantias formais de segurança para evitar novos ataques, reconhecimento da soberania iraniana sobre o Estreito de Ormuz e a estabilização regional, incluindo o Líbano. O governo iraniano também acusa os EUA de manter exigências “irracionais e unilaterais”.
Na questão nuclear, Teerã aceita suspender temporariamente o enriquecimento de urânio, mas rejeita desmontar suas instalações nucleares. O plano iraniano prevê ainda a diluição de parte do urânio enriquecido e a transferência do restante para um terceiro país, desde que haja garantias de devolução caso o acordo fracasse futuramente.
Os Estados Unidos, por outro lado, defendem uma suspensão mais longa do programa nuclear iraniano (inicialmente de até 20 anos), além da desativação das principais usinas nucleares do país. Washington também exige garantias de que o Irã não voltará a bloquear o Estreito de Ormuz e pede o fim do financiamento iraniano a grupos armados da região, como Hamas e Hezbollah.
Donald Trump reagiu de forma dura à proposta iraniana. Em publicação na rede Truth Social, o presidente afirmou que as condições apresentadas por Teerã são “totalmente inaceitáveis”.
O novo impasse ocorre mais de um mês após o cessar-fogo firmado em 8 de abril entre EUA e Irã, que interrompeu temporariamente os ataques iniciados em 28 de fevereiro por Israel e pelos Estados Unidos contra o território iraniano.
A indefinição nas negociações também impactou o mercado internacional. Com o aumento das incertezas sobre o conflito, o preço do petróleo voltou a subir nesta segunda-feira.

Rayza Espírito Santo
Redatora, repórter de editorias diversas, social media e fotojornalista.
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