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Imagem da notícia Incêndio de grandes proporções em Portugal/Foto: Reprodução

Crise climática agrava onda de calor e incêndios na Europa

Grécia, França e Espanha enfrentam grandes áreas devastadas por incêndios em meio a temperaturas elevadas e condições meteorológicas extremas.

Atualizado ontem

A onda de calor que atinge o Mediterrâneo agrava a temporada de incêndios florestais no sul da Europa, com uma combinação de temperaturas recordes, seca prolongada e ventos fortes. Mais de 250 mil hectares já foram consumidos pelas chamas no continente, área equivalente ao território de Luxemburgo.

Mapa de temperaturas na Europa/Imagem: Divulgação
Mapa de temperaturas na Europa/Imagem: Divulgação

Na Grécia, a situação permanece entre as mais graves. Ventos de até 100 km/h contribuíram para a rápida propagação dos incêndios em áreas próximas a Atenas, além de Beócia, Fócida e da ilha de Cefalônia. Mais de 12 mil hectares de áreas florestais e agrícolas foram destruídos, enquanto milhares de pessoas precisaram deixar suas casas. Um dos focos pode ser classificado como megaincêndio por ter consumido mais de 10 mil hectares. Três bombeiros morreram na semana passada durante as operações de combate.

Na França, cerca de 63 mil hectares de florestas e áreas agrícolas foram destruídos desde o início de julho. A região de Gironda, próxima a Bordéus, concentrou aproximadamente 42 mil hectares atingidos. O incêndio, considerado o maior registrado no país desde 1949, destruiu 240 residências e provocou a retirada de cerca de 220 mil pessoas.

Os efeitos também chegam à economia local. Em Bordéus, empresários temem perdas no turismo e no enoturismo, além de novos prejuízos para a produção de vinhos, setor que já enfrentava queda no consumo, concorrência internacional e tarifas comerciais dos Estados Unidos.

Incêndio no sudoeste da França/Foto: Reprodução
Incêndio no sudoeste da França/Foto: Reprodução

Na Espanha, o fim do estado de emergência nacional não encerrou o risco. Novos focos foram registrados em Zamora, Castellón e Leão, enquanto incêndios anteriores na Sierra Oeste de Madri e na região de Ávila deixaram mais de 70 mil hectares devastados.

A sucessão de grandes incêndios em diferentes países expõe os efeitos de um cenário climático mais extremo. Ondas de calor mais intensas, períodos prolongados de estiagem e condições favoráveis à propagação do fogo ampliam a duração e a gravidade dos incêndios, com impactos sobre florestas, agricultura, moradias, turismo e atividades econômicas.

Foto do Jornalista

Rayza Espírito Santo

Redatora, repórter de editorias diversas, social media e fotojornalista.

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