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Mísseis e drones russos deixam mortos e feridos em ataque à Ucrânia

Ataques atingiram áreas residenciais, instalações industriais e infraestrutura energética em diferentes regiões.

Atualizado há 8 horas

Uma nova onda de ataques russos com mísseis e drones deixou pelo menos 15 mortos e dezenas de feridos na Ucrânia na manhã desta quarta-feira (07/10). A ofensiva atingiu prédios residenciais, instalações industriais e estruturas de energia em diferentes regiões do país.

Na cidade de Pryluky, no norte da Ucrânia, um míssil atingiu um prédio de cinco andares, provocando o desabamento de parte da estrutura. Segundo o governador regional, Vyacheslav Chaus, nove pessoas morreram, entre elas três crianças, e cerca de 40 ficaram feridas.

Equipes de emergência trabalhavam entre os escombros em busca de sobreviventes. Imagens mostraram socorristas utilizando escadas para acessar os andares superiores do edifício que permaneceram de pé.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, informou que outras seis pessoas morreram em Kiev, Oleksandria e Kremenchuk. Segundo ele, a Rússia lançou cerca de 70 mísseis durante a ofensiva, muitos deles balísticos. O principal alvo, afirmou o presidente, foi a infraestrutura energética.

A Força Aérea da Ucrânia informou ter interceptado pouco mais de 80% dos 46 drones a jato utilizados no ataque. A taxa representa uma alta em relação às últimas semanas, quando as defesas aéreas derrubavam, em média, entre 50% e 60% desses equipamentos.

Foto: AFP
Foto: AFP

O Ministério da Defesa da Rússia declarou que realizou um “ataque massivo” contra instalações militares e industriais em Kiev e outras regiões, utilizando armas de alta precisão lançadas por terra, mar e ar, além de drones.

Os ataques também provocaram impactos no fornecimento de eletricidade. O Ministério da Energia da Ucrânia informou que cortes emergenciais parciais começaram a ser aplicados em cinco regiões.

Zelenskiy afirmou ainda que os mísseis balísticos continuam entre os principais desafios para a defesa ucraniana e voltou a cobrar sistemas Patriot, de fabricação estadunidense, considerados pelo governo ucraniano essenciais para interceptar esse tipo de armamento.

Foto do Jornalista

Rayza Espírito Santo

Redatora, repórter de editorias diversas, social media e fotojornalista.

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