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Imagem da notícia Fotos: Divulgação

Polícia faz buscas por menina de 10 anos desaparecida em Nova Iguaçu

Investigação apura o desaparecimento de Mariana, enquanto buscas foram realizadas em uma área de Marapicu após denúncia ao Disque-Denúncia.

Atualizado há 9 horas

A Polícia Civil realiza buscas para localizar Mariana Queiroz de Carvalho, de 10 anos, desaparecida desde a quinta-feira (01/10), quando saiu de casa, no bairro Ipiranga, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, para ir à escola. A criança seguia para o Colégio Chaer Kazen Kalaoum, mas não chegou ao local.

Mariana saiu de casa por volta do meio-dia. A escola fica a menos de um quilômetro da residência da família. Segundo a mãe, Carla Lucia, a menina não costumava fazer o trajeto sozinha e também tinha pouca autonomia para sair de casa. O irmão mais velho, de 15 anos, normalmente a acompanhava na ida e na volta, mas naquele dia teve os três tempos de aula e saiu mais tarde.

A família só descobriu que Mariana não havia chegado à escola por volta das 16h, quando o irmão foi buscá-la. Funcionários do colégio informaram que a menina sequer havia comparecido às aulas. A partir daí, parentes, amigos e moradores começaram a procurá-la pela região, incluindo hospitais e uma área de mata.

Em entrevista a veículos jornalísticos, a mãe contou que chegou a pedir que a filha não fosse à escola naquele dia, mas acabou orientando a criança a seguir para a aula. Carla também relatou problemas de saúde que dificultavam acompanhá-la no percurso.

“Eu só quero a minha filha, se a minha filha morrer eu morro, não vou aguentar essa dor não”, afirmou a mãe antes do incêndio que atingiu a residência da família.

Polícia faz buscas após denúncia

A investigação é conduzida pelo Setor de Descoberta de Paradeiros da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF). Os pais de Mariana já prestaram depoimento, e outras testemunhas também são ouvidas pelos investigadores.

Nesta terça-feira (06/10), dois tios e o avô da menina estiveram na delegacia, em Belford Roxo, para prestar depoimento. Durante a tarde, policiais da DHBF e bombeiros foram até o bairro Marapicu após uma denúncia recebida pelo Disque-Denúncia apontar que a criança poderia ter sido assassinada e que o corpo estaria escondido na região.

Durante as buscas, agentes e moradores encontraram pedaços de roupa, fios de cabelo e uma faca. A Polícia Civil, no entanto, ainda não confirmou se os materiais têm qualquer relação com o desaparecimento de Mariana.

A criança estava usando uniforme escolar, carregava uma mochila lilás e tinha tranças no cabelo quando desapareceu.

Manifestação e buscas mobilizam moradores

Desde o desaparecimento, cartazes com fotos de Mariana passaram a circular nas redes sociais. Familiares e moradores também organizaram buscas e uma manifestação para cobrar respostas sobre o paradeiro da menina.

No sábado (03/10), moradores percorreram uma área de mata em busca da criança, mas não houve localização. Durante um dos protestos, o pai de Mariana afirmou acreditar que a filha poderia ter sido levada por alguém e pediu uma investigação mais rigorosa: “Minha filha é uma criança no caminho para a escola, indo para a escola, ou seja, ela foi levada por alguém, raptada. Precisamos de uma investigação!”.

O estudante Jordan Conceição, de 23 anos, que acompanhou a mobilização, também manifestou esperança de que a criança seja encontrada com vida: “Espero que a menina apareça, mas com vida. É o que todo mundo espera. Que ela apareça bem e que seja solucionado”.

Fotos: Reprodução
Fotos: Reprodução

Incêndio destruiu parte da casa da família

Durante o fim de semana, a residência onde Mariana morava com a família foi atingida por um incêndio. Segundo o relato apresentado pela mãe à polícia, ela entrou em desespero diante do desaparecimento e colocou fogo em roupas e pertences da filha.

A versão é investigada pela Polícia Civil. O episódio provocou questionamentos entre moradores sobre uma possível tentativa de eliminar vestígios, mas não há confirmação de que o incêndio tenha relação com o desaparecimento da menina.

Com o fogo, a perícia técnica que estava prevista para ser realizada no imóvel acabou suspensa.

Até a manhã desta quarta-feira (07/10), Mariana Queiroz de Carvalho continuava desaparecida. As buscas e a investigação permanecem em andamento.

Foto do Jornalista

Rayza Espírito Santo

Redatora, repórter de editorias diversas, social media e fotojornalista.

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