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Hortas, merenda escolar e assistência social integram ações contra a fome em Maricá

Unidades agroecológicas cultivam mais de 120 variedades de alimentos, enquanto projetos levam produtos orgânicos às escolas municipais.

Atualizado há 1 horas

Maricá já colheu e distribuiu gratuitamente mais de 56 toneladas de alimentos desde outubro de 2020, por meio de unidades agroecológicas que produzem hortaliças sem agrotóxicos. As ações incluem o abastecimento de instituições sociais, o incentivo à agricultura familiar e projetos de alimentação saudável nas escolas.

A produção ocorre nas Unidades Agroecológicas da Praça Emilton Santos, em Araçatiba, e da Comuna Pública Joaquín Piñero, no Espraiado. Gerenciados pela Secretaria de Agricultura e Pecuária em parceria com a COOPERAR, os espaços cultivam mais de 120 variedades de hortaliças, frutos, plantas alimentícias não convencionais (PANCs) e plantas medicinais.

Parte da colheita é destinada a Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), Casa da Terceira Idade, Restaurante Municipal, aldeias indígenas e associações comunitárias.

O município também oferece assistência técnica e maquinário agrícola aos produtores rurais. A Feira da Agricultura Familiar contribui para a comercialização dos produtos e aproxima agricultores dos consumidores.

Alimentação saudável nas escolas

Na rede pública de ensino, a compra de alimentos da agricultura familiar segue as diretrizes do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). Já o projeto Merenda Saudável, desenvolvido em parceria com a Associação de Agricultura Familiar de Maricá (Afamar) e a Secretaria de Educação, inclui produtos orgânicos na alimentação dos estudantes.

Outra iniciativa é o Sementes do Amanhã, que cria e acompanha 20 hortas pedagógicas em unidades de ensino, com atividades voltadas à educação ambiental.

Colheita da cooperativa Cooperar/Foto: Divulgação
Colheita da cooperativa Cooperar/Foto: Divulgação


Mapeamento de famílias vulneráveis

Em abril de 2026, Maricá passou a adotar as diretrizes do Protocolo do Brasil Sem Fome (PBSF), em parceria com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome. A proposta prevê identificar famílias em situação de insegurança alimentar, integrar ações de diferentes secretarias e aprimorar o Plano Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional.

O município integra o Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (SISAN) e foi o primeiro do estado do Rio de Janeiro a participar do Laboratório Urbano de Políticas Públicas de Alimentação (LUPPA), segundo a subsecretária de Economia Solidária e presidenta da Câmara Intersetorial de Segurança Alimentar e Nutricional (CAISAN), Laura Maria da Costa.

A CAISAN também trabalha na elaboração do Fluxo Integrado de Atendimento (FLIA), que pretende organizar o acesso de famílias em situação de vulnerabilidade aos serviços e programas voltados à garantia do direito à alimentação saudável.

Foto do Jornalista

Rayza Espírito Santo

Redatora, repórter de editorias diversas, social media e fotojornalista.

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